Pesquisa e desenvolvimento

A Agnaris investe em pesquisa aplicada: entender, com dados, como clima, solo e operação se relacionam no campo do Nordeste. Queremos fazer isso junto com universidades, institutos de pesquisa e estudantes, e estamos abertos a novos projetos.

Linhas de pesquisa

Temas em que queremos trabalhar com parceiros nos próximos anos.

  • Clima e operação agrícola

    Previsão de dias impeditivos, janelas de colheita e de plantio, e o efeito da variabilidade climática na produção.

  • Água e irrigação no semiárido

    Uso eficiente da água na fruticultura irrigada e reservas hídricas para a pecuária.

  • Qualidade da matéria-prima

    Relação entre tempo de corte, transporte e processamento e a qualidade que chega à indústria.

  • Sensoriamento remoto

    Imagens de satélite para acompanhar lavouras, pastagens e produtividade por talhão.

  • Dados agrícolas do Nordeste

    Organização e padronização de dados públicos e operacionais da região para uso em pesquisa.

Como colaborar

Estamos abertos a parcerias de pesquisa. Algumas formas que propomos:

Para quem

  • Pesquisadores
  • Estudantes de graduação e pós-graduação
  • Universidades e institutos
  • Empresas e cooperativas que queiram financiar pesquisa
  1. Projetos com universidades e institutos

    Projetos conjuntos, inclusive com apoio de agências de fomento, em temas das nossas linhas de pesquisa.

  2. Trabalhos de estudantes

    Coorientação de trabalhos de conclusão, mestrado e doutorado que usem problemas e dados reais do campo.

  3. Acesso a dados para pesquisa

    Dados anonimizados, com acordo de uso e autorização das operações que os geraram.

  4. Publicação aberta

    Métodos e resultados publicados, para que outros grupos possam conferir e continuar o trabalho.

Tem um projeto, uma pergunta ou um conjunto de dados? Escreva para a equipe de pesquisa.

pesquisa@agnaris.com.br

Estudo em andamentoArtigo em preparação

Chuva e operação agrícola em Pernambuco: 20 anos de dados

O estudo analisa vinte safras de cana-de-açúcar nos 43 municípios da Zona da Mata de Pernambuco para medir como a chuva define os dias em que é possível cortar, transportar e moer, e o que isso representa para a operação e para a qualidade da matéria-prima. O objetivo final é saber com quanta antecedência e com que precisão os dias impeditivos podem ser previstos.

Perguntas do estudo

  1. Quantos dias impeditivos houve por safra em cada município, e como isso mudou em vinte anos?
  2. Qual é a relação entre a chuva, os dias de corte e a moagem?
  3. Como a chuva antes e durante a safra afeta a qualidade da cana?
  4. Com quantos dias de antecedência é possível prever um dia impeditivo de forma útil?
Período
Safras 2004/05 a 2023/24
Área
Mesorregião da Mata Pernambucana
Municípios
43
Dados
Chuva diária do CHIRPS (satélite calibrado com pluviômetros), conferida com pluviômetros da ANA, e produção de cana da PAM (IBGE).
Baixar o artigo (PDF)Disponível quando o artigo for publicado

Como citar

Agnaris. Chuva e operação agrícola em Pernambuco: 20 anos de dados. Recife, 2026. (referência provisória)

Os dados do estudo, safra a safra

Role a página ou use o controle para percorrer as vinte safras. Cada município é colorido pela chuva acumulada na safra.

Safra2023/24

Chuva média
1.242 mm
Dias impeditivos
15 dias
2004/052023/24

Chuva diária estimada por satélite (CHIRPS, Universidade da Califórnia em Santa Bárbara), média de cada município, conferida com 12 pluviômetros da ANA. Dia impeditivo: mais de 10 mm de chuva entre setembro e março.

Mapa dos 43 municípios da Zona da Mata de Pernambuco colorido pela chuva da safra escolhida Água Preta Aliança Amaraji Barreiros Belém de Maria Buenos Aires Camutanga Carpina Catende Chã de Alegria Chã Grande Condado Cortês Escada Ferreiros Gameleira Glória do Goitá Goiana Itambé Itaquitinga Jaqueira Joaquim Nabuco Lagoa de Itaenga Lagoa do Carro Macaparana Maraial Nazaré da Mata Palmares Paudalho Pombos Primavera Quipapá Ribeirão Rio Formoso São Benedito do Sul São José da Coroa Grande Sirinhaém Tamandaré Timbaúba Tracunhaém Vicência Vitória de Santo Antão Xexéu Recife Oceano Atlântico 20 km
  • até 1.200
  • 1.200 a 1.450
  • 1.450 a 1.700
  • 1.700 a 1.950
  • 1.950 ou mais
mm por safra (setembro a agosto). Malha municipal: IBGE.
Ver os números da safra em tabela
Chuva por município na safra 2023/24
MunicípioMicrorregiãoChuva (mm)Dias impeditivos
Água PretaMata Meridional1.50019
AliançaMata Setentrional99315
AmarajiMata Meridional1.32617
BarreirosMata Meridional1.98320
Belém de MariaMata Meridional1.33410
Buenos AiresMata Setentrional87610
CamutangaMata Setentrional1.02919
CarpinaMata Setentrional83213
CatendeMata Meridional1.42714
Chã de AlegriaVitória de Santo Antão96114
Chã GrandeVitória de Santo Antão97512
CondadoMata Setentrional1.15813
CortêsMata Meridional1.44116
EscadaMata Meridional1.17313
FerreirosMata Setentrional1.06417
GameleiraMata Meridional1.58116
Glória do GoitáVitória de Santo Antão87115
GoianaMata Setentrional1.52017
ItambéMata Setentrional1.18015
ItaquitingaMata Setentrional1.23718
JaqueiraMata Meridional1.30716
Joaquim NabucoMata Meridional1.72316
Lagoa de ItaengaMata Setentrional87614
Lagoa do CarroMata Setentrional83715
MacaparanaMata Setentrional92910
MaraialMata Meridional1.23013
Nazaré da MataMata Setentrional8369
PalmaresMata Meridional1.54613
PaudalhoMata Setentrional1.03616
PombosVitória de Santo Antão99613
PrimaveraMata Meridional1.24115
QuipapáMata Meridional1.23412
RibeirãoMata Meridional1.49317
Rio FormosoMata Meridional1.78223
São Benedito do SulMata Meridional1.31112
São José da Coroa GrandeMata Meridional1.86118
SirinhaémMata Meridional1.71820
TamandaréMata Meridional1.89320
TimbaúbaMata Setentrional1.05817
TracunhaémMata Setentrional89311
VicênciaMata Setentrional93915
Vitória de Santo AntãoVitória de Santo Antão1.01115
XexéuMata Meridional1.20212

Fale com a equipe

Conte o que a sua operação produz e que dados ela já tem. A primeira conversa é com a equipe técnica.